Aldo Arantes recebe Láurea de Agradecimento do Jornal Estado de Direito em reconhecimento à sua trajetória na defesa da democracia

Homenagem foi entregue por Carmela Grüne, em 20 de outubro de 2026, em Brasília, como parte das celebrações dos 20 anos do Jornal Estado de Direito.

Por Jornal Estado de Direito | 27 de outubro de 2026

No dia 20 de outubro de 2026, em Brasília, o advogado, escritor e ex-deputado constituinte Aldo da Silva Arantes recebeu das mãos da advogada, jornalista e diretora-presidente do Jornal Estado de Direito, Carmela Grüne, a Láurea de Agradecimento concedida em reconhecimento à sua trajetória política, à contribuição para a democracia brasileira e à participação na história do periódico.

A entrega foi realizada no escritório pessoal de Aldo Arantes e integra as comemorações dos 20 anos do Jornal Estado de Direito, cuja solenidade ocorreu em 6 de novembro de 2025, na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre. Na ocasião, foram homenageadas personalidades que contribuíram para a construção de um espaço de comunicação comprometido com a divulgação do conhecimento jurídico, a defesa dos direitos humanos e a valorização do pensamento crítico.

A escultura foi produzida pelo artista plástico Elvis Esteves

A homenagem a Aldo Arantes reconhece uma trajetória que atravessa acontecimentos centrais da história política brasileira. Ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), participante da Campanha da Legalidade de 1961, perseguido e preso durante a ditadura militar, deputado constituinte e autor de livros dedicados à história, à política e à democracia, Aldo esteve presente em diferentes momentos de transformação das instituições do país.

Aos 87 anos, permanece dedicado à produção intelectual e ao debate público. Em julho de 2026, relançou sua autobiografia Alma em Fogo: Memórias de um Militante Político, publicada originalmente em 2013, na qual recupera suas experiências pessoais e políticas desde a juventude até o processo de redemocratização.

Da presidência da UNE à Campanha da Legalidade de 1961

Nascido em 20 de dezembro de 1938, em Anápolis, Goiás, Aldo Arantes iniciou sua participação política no movimento estudantil secundarista, ainda na década de 1950.

Posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou no curso de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Participou da Juventude Universitária Católica (JUC) e foi eleito presidente do Diretório Central dos Estudantes da universidade.

Em julho de 1961, foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), iniciando sua gestão no mês seguinte.

Poucas semanas após assumir a presidência, ocorreu a renúncia de Jânio Quadros, em 25 de agosto de 1961. A resistência de setores militares à posse do vice-presidente João Goulart provocou uma grave crise institucional.

Aldo Arantes transferiu a direção da UNE para Porto Alegre e participou da Campanha da Legalidade, organizada pelo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, para assegurar o cumprimento da Constituição e a posse do vice-presidente.

A entidade estudantil promoveu mobilizações em diferentes regiões do país e aderiu à campanha que utilizava emissoras de rádio para informar e convocar a população em defesa da legalidade constitucional.

A participação no movimento aproximou Aldo Arantes de importantes lideranças políticas e tornou sua presidência na UNE conhecida nacionalmente.

Durante sua gestão, também se intensificaram as atividades culturais e políticas do movimento estudantil, com a atuação do Centro Popular de Cultura (CPC) e as mobilizações desenvolvidas pela UNE em diferentes estados brasileiros.

Em março de 1962, liderou a campanha pela participação dos estudantes nos órgãos colegiados das universidades, na proporção de um terço das vagas, com direito a voz e voto. A reivindicação deu origem à greve nacional do um terço, que mobilizou estudantes universitários em todo o país.

A passagem pela UNE marcou o início de uma atuação política que se estenderia pelas décadas seguintes, acompanhando os conflitos institucionais, as transformações sociais e as lutas pela ampliação da participação democrática.

A resistência à ditadura militar, as prisões e a anistia

Aldo Arantes participou da fundação da Ação Popular (AP), organização política formada no início da década de 1960 por militantes provenientes de setores progressistas do movimento cristão, do movimento estudantil e de outras organizações de esquerda.

Com o golpe militar de 1964, passou a ser perseguido pelo regime. Exilou-se no Uruguai e retornou clandestinamente ao Brasil, mantendo atividades políticas de oposição à ditadura.

Em 1968, foi preso em Alagoas, onde participava da organização e formação política de trabalhadores rurais. Após recuperar a liberdade, continuou suas atividades na clandestinidade.

Em 1972, passou a integrar o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), após o processo de incorporação de parte da Ação Popular à organização partidária.

Em dezembro de 1976, foi preso novamente, durante a operação repressiva conhecida como Chacina da Lapa, em São Paulo.

Na ocasião, agentes da repressão política atacaram uma reunião de dirigentes do PCdoB, realizada em uma residência na Rua Pio XI, no bairro da Lapa. Pedro Pomar e Ângelo Arroyo foram mortos durante a operação. João Batista Franco Drummond, também preso, morreu posteriormente em decorrência das torturas sofridas nas dependências do DOI-CODI.

Aldo Arantes participou da reunião e foi preso após deixar o local, na estação Paraíso do metrô de São Paulo, conforme registrado pela Comissão Nacional da Verdade.

Levado aos órgãos de repressão, foi submetido a torturas e posteriormente condenado pela Justiça Militar. Em 1977, apresentou denúncia ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, presidido por Raymundo Faoro, relatando as violências sofridas durante a prisão.

A experiência de Aldo Arantes integra os registros da repressão política no Brasil, período em que prisões arbitrárias, torturas, desaparecimentos forçados e assassinatos foram utilizados contra opositores do regime militar.

Permaneceu preso até agosto de 1979, quando recuperou a liberdade com a Lei da Anistia.

Anos depois, voltou a relatar esses acontecimentos em depoimentos prestados a comissões da verdade, contribuindo para a documentação das violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura.

Da redemocratização à Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988

Com o processo de abertura política, Aldo Arantes retomou sua atuação pública, participando da reorganização dos movimentos democráticos e das mobilizações pelo restabelecimento das eleições diretas para a Presidência da República.

Participou da campanha das Diretas Já, que reuniu milhões de brasileiros nas ruas entre 1983 e 1984.

Sua atuação parlamentar começou em 1983, como deputado federal por Goiás. Exerceu mandatos nas legislaturas de 1983–1987, 1987–1991, 1995–1999 e 1999–2003, tendo assumido, em parte desses períodos, na condição de suplente posteriormente efetivado. Também exerceu mandato de vereador em Goiânia, entre 1991 e 1995.

Em 1985, foi autor do Projeto de Lei nº 5.192, que deu origem à Lei nº 7.395, de 31 de outubro de 1985, responsável pelo reconhecimento legal da União Nacional dos Estudantes e das entidades representativas dos estudantes de nível superior.

A aprovação da legislação ocorreu durante a redemocratização, após mais de duas décadas de restrições à liberdade de organização estudantil impostas pelo regime militar.

Eleito deputado constituinte em 1986, Aldo Arantes participou da Assembleia Nacional Constituinte instalada em 1º de fevereiro de 1987.

Durante os trabalhos, integrou a Comissão da Ordem Econômica, foi titular da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária e suplente da Comissão de Sistematização.

A Assembleia Constituinte foi marcada por intensas negociações e divergências sobre os direitos sociais, a organização econômica do Estado, a reforma agrária, a soberania nacional e os mecanismos de participação popular.

Aldo Arantes participou desses debates defendendo a ampliação dos direitos dos trabalhadores, a reforma agrária e o reconhecimento de garantias sociais no novo texto constitucional.

A Constituição promulgada em 5 de outubro de 1988, sob a presidência de Ulysses Guimarães, incorporou importantes conquistas sociais e consolidou o processo de reconstrução democrática após a ditadura militar.

Para Aldo Arantes, a participação popular foi decisiva para que a Constituição reconhecesse direitos sociais e fundamentais. A mobilização dos sindicatos, movimentos sociais, associações profissionais e entidades civis, inclusive por meio de emendas populares, influenciou os trabalhos constituintes.

A experiência de 1987 e 1988 continuou presente em seus estudos e manifestações públicas, especialmente nas discussões sobre a aplicação dos direitos constitucionais e as alterações promovidas na legislação brasileira após a redemocratização.

Advocacia, reforma política e defesa da soberania nacional

Além de sua atuação parlamentar, Aldo Arantes exerceu a advocacia em causas relacionadas aos direitos humanos e aos conflitos sociais no campo.

No início da década de 1990, participou da assistência jurídica em casos de violência contra trabalhadores rurais no sul do Pará, incluindo o acompanhamento de investigações sobre assassinatos de lideranças sindicais na região de Rio Maria.

Sua participação nesses casos ocorreu em um período de graves conflitos fundiários na Amazônia, envolvendo disputas pela posse da terra, atuação de grupos armados e denúncias de violência contra trabalhadores e suas organizações.

No Congresso Nacional, também se dedicou ao debate sobre as privatizações, a política energética, a exploração dos recursos naturais e o papel do Estado no desenvolvimento econômico.

Durante a década de 1990, posicionou-se contra a redução da participação estatal em setores estratégicos, defendendo políticas de desenvolvimento e soberania nacional.

Posteriormente, envolveu-se nas discussões sobre reforma política, financiamento eleitoral e aperfeiçoamento dos mecanismos de representação democrática.

Em fevereiro de 2013, foi nomeado secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, presidida por Cezar Britto.

A comissão participou de articulações com entidades da sociedade civil em torno de propostas de reforma do sistema político e de enfrentamento da influência do poder econômico nas eleições.

Aldo Arantes também passou a exercer funções na Associação Nacional de Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC), participando de debates jurídicos relacionados à Constituição, às instituições democráticas e aos direitos fundamentais.

No campo ambiental, exerceu atividades de formulação e gestão de políticas públicas em Goiás, além de participar de debates nacionais e internacionais sobre mudanças climáticas, preservação dos recursos naturais e desenvolvimento sustentável.

Produção intelectual: livros sobre democracia, política, meio ambiente e memória histórica

Aldo Arantes publicou e organizou obras sobre a história política brasileira, o movimento estudantil, a economia, o meio ambiente e os desafios da democracia.

Em 1984, publicou, em coautoria com Haroldo Lima, “História da Ação Popular: da JUC ao PCdoB”, pela Editora Alfa-Omega.

O livro examina a formação e a transformação da Ação Popular, desde suas origens em setores progressistas do movimento católico até a aproximação com o marxismo e a incorporação de parte de seus militantes ao PCdoB. A publicação recupera debates ideológicos e acontecimentos políticos das décadas de 1960 e 1970, a partir da experiência de dois participantes da organização.

Em 1998, lançou “O Desafio da Oposição”, reunindo reflexões sobre a conjuntura política e econômica brasileira e as alternativas defendidas pelos partidos de oposição durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Na obra “O FMI e a Nova Dependência Brasileira”, publicada em 2002 pela Editora Alfa-Omega, analisou as relações do Brasil com os organismos financeiros internacionais, os efeitos das políticas econômicas adotadas naquele período e as dificuldades de construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

O debate ambiental também passou a ocupar espaço em sua produção intelectual.

Em 2010, publicou “Meio Ambiente e Desenvolvimento: Em Busca de um Compromisso”, pela Editora Anita Garibaldi, abordando as relações entre crescimento econômico, preservação ambiental e políticas públicas.

Em 2012, organizou “Mudanças Climáticas: Fundamentos Científicos e Políticos”, publicação que reuniu contribuições de pesquisadores e especialistas participantes de debates sobre mudanças climáticas, realizados no âmbito da Fundação Maurício Grabois.

A obra apresenta diferentes análises científicas e políticas relacionadas ao fenômeno climático, ao desenvolvimento econômico e às negociações internacionais sobre meio ambiente.

“Alma em Fogo”: as memórias de Aldo Arantes relançadas em 2026

Em 2013, Aldo Arantes publicou “Alma em Fogo: Memórias de um Militante Político”, pela Editora Anita Garibaldi, em parceria com a Fundação Maurício Grabois.

A autobiografia reúne suas lembranças desde a juventude em Goiás, a participação no movimento estudantil e a presidência da UNE até o enfrentamento da ditadura militar, a clandestinidade, as prisões políticas, a luta pela anistia e o processo de redemocratização.

Ao longo das páginas, o autor recupera acontecimentos políticos, reuniões, personagens e episódios dos quais participou, incluindo experiências relacionadas à vida familiar durante os anos de perseguição política.

Em 29 de julho de 2026, treze anos após a publicação original, Aldo Arantes relançou “Alma em Fogo” na Livraria Palavrear, em Goiânia.

O livro voltou a ser apresentado ao público em um contexto de renovado interesse pela memória da ditadura militar e pelos testemunhos de pessoas que participaram dos movimentos de resistência ao regime.

A publicação reúne episódios pouco conhecidos de sua trajetória pessoal, além de relatos sobre a organização dos movimentos políticos clandestinos, os conflitos internos das organizações de esquerda e os acontecimentos que marcaram sua atuação parlamentar.

Em suas memórias, Aldo Arantes também aborda a influência da formação cristã em sua juventude e as transformações de seu pensamento político ao longo dos anos.

O relançamento permite que leitores de diferentes gerações tenham acesso a um relato pessoal sobre acontecimentos que influenciaram diretamente a formação política e constitucional do Brasil contemporâneo.

Outras publicações e os debates sobre democracia

Em 2016, Aldo Arantes lançou “Reforma Política e Novo Projeto para o País”, publicado pela Fundação Maurício Grabois e pela Editora Anita Garibaldi.

O livro reúne análises sobre o sistema eleitoral brasileiro, o financiamento das campanhas, a participação popular e as propostas discutidas pelas organizações da sociedade civil em defesa de mudanças na representação política.

Em 2019, participou da obra coletiva “Por que a Democracia e a Constituição Estão Sendo Atacadas?”, publicada pela Editora Lumen Juris, ao lado dos juristas Lenio Streck, Marcelo Cattoni, Martônio Mont’Alverne e Pietro Alarcon.

A publicação reúne estudos sobre a Constituição Federal de 1988, as mudanças institucionais posteriores à sua promulgação e os riscos apontados pelos autores às garantias constitucionais.

Em 2021, organizou “Reconstruir a Democracia: União de Amplas Forças Políticas e Sociais para a Luta Ideológica”, coletânea publicada pelas editoras Anita Garibaldi e Expressão Popular.

A obra reúne textos de pesquisadores, juristas, jornalistas e profissionais de diferentes áreas sobre os mecanismos de formação da opinião pública, a circulação de informações nas plataformas digitais e as disputas políticas e ideológicas no Brasil.

Entre os participantes estão João Cezar de Castro Rocha, Carol Proner, Sidarta Ribeiro, Renata Mielli, Enoque Feitosa e outros pesquisadores.

Em 2024, lançou “Domínio das Mentes: do Golpe Militar à Guerra Cultural”, publicado pela Kotter Editorial.

No livro, Aldo Arantes analisa o crescimento da extrema direita, a influência das redes sociais na política e a utilização de estratégias de comunicação para a formação de opiniões e comportamentos coletivos.

O autor recorre ao conceito de hegemonia de Antonio Gramsci para examinar a atuação de organizações políticas, grupos econômicos e grandes plataformas digitais na disputa de ideias.

As publicações mostram como sua atividade intelectual acompanhou os temas presentes em sua atuação política, do movimento estudantil e da resistência à ditadura aos debates atuais sobre tecnologia, democracia, direitos sociais e soberania nacional.

Aldo Arantes participa da série especial dos 38 anos da Constituição Federal

A participação de Aldo Arantes no Jornal Estado de Direito também foi registrada na série especial dedicada aos 38 anos da Constituição da República Federativa do Brasil.

Em entrevista concedida à advogada e jornalista Carmela Grüne, publicada em 15 de outubro de 2026, o ex-deputado constituinte revisitou os bastidores da Assembleia Nacional Constituinte de 1987–1988 e analisou as conquistas sociais incorporadas à Constituição.

Durante a conversa, recordou a atuação de Ulysses Guimarães e Mário Covas, as negociações parlamentares, as disputas sobre reforma agrária e o papel das emendas populares na elaboração do texto constitucional.

Ao comentar o resultado dos trabalhos constituintes, Aldo Arantes afirmou que a Constituição de 1988 é “uma Constituição social”, ressaltando a importância da mobilização dos trabalhadores e dos movimentos populares na conquista dos direitos reconhecidos pela Carta.

A entrevista também abordou o cenário político brasileiro, a redução da jornada de trabalho, o debate sobre o fim da escala 6×1, a soberania nacional e a influência das grandes empresas de tecnologia sobre a comunicação e os processos democráticos.

Outro tema discutido foi a anistia, considerando a experiência dos perseguidos políticos durante a ditadura militar e as propostas contemporâneas relacionadas aos envolvidos em ataques às instituições democráticas.

Ao final da entrevista, Carmela Grüne pediu ao constituinte que deixasse uma mensagem à população brasileira, considerando os 38 anos da Constituição e a importância da participação cidadã.

Sua resposta sintetizou a experiência de alguém que participou de diferentes etapas da história democrática brasileira:

“A primeira mensagem é o seguinte: lutar até o fim.”

A entrevista permite conhecer os acontecimentos da Constituinte pela perspectiva de quem participou diretamente de sua elaboração, relacionando os debates de 1987 e 1988 às questões políticas e jurídicas discutidas atualmente.

Leia a entrevista completa: Aldo Arantes: “A Constituição de 1988 é uma Constituição social” e sua defesa exige mobilização popular.

Entrega da Láurea de Agradecimento em Brasília

A entrega da Láurea de Agradecimento a Aldo Arantes, realizada por Carmela Grüne em 20 de outubro de 2026, em seu escritório pessoal, em Brasília, representa o reconhecimento do Jornal Estado de Direito pela contribuição de uma personalidade que participou de acontecimentos fundamentais da história política e constitucional brasileira.

A homenagem, concedida no contexto dos 20 anos do periódico, destaca a importância de preservar a memória de pessoas que participaram da resistência à ditadura militar e da construção das instituições democráticas após 1985.

A trajetória de Aldo Arantes reúne experiências no movimento estudantil, na advocacia, no Parlamento, na Assembleia Constituinte e na produção intelectual, permitindo acompanhar diferentes momentos da história brasileira a partir de sua participação direta nos acontecimentos.

Para o Jornal Estado de Direito, que completou duas décadas de atividades em 2025, a homenagem também expressa o agradecimento pela contribuição de Aldo Arantes à divulgação do conhecimento histórico, jurídico e político, incluindo sua participação na série de entrevistas dedicada aos 38 anos da Constituição Federal.

A entrega pessoal da láurea, em Brasília, registra esse reconhecimento e integra a história das homenagens realizadas pelo periódico às pessoas que contribuíram para seu projeto de comunicação e cidadania.

Jornal Estado de Direito — 20 anos de resistência, saber e justiça.

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