Plano de ação para o quadriênio 2026-2029 conecta orçamentos públicos, transição digital justa e combate às mudanças climáticas; entre 2022 e 2025, milhões de mulheres ganharam acesso a serviços financeiros e básicos; reformas institucionais fortaleceram políticas públicas.
O lançamento foi conduzido pelo diretor da Divisão de Políticas e Apoio a Programas, Marcos Neto, que também divulgou os resultados do Relatório Anual de 2025.
Resultados em larga escala
As diretrizes do Pnud resultaram em avanços significativos desde 2022. A instituição superou 83% dos requisitos do plano global UN-Swap 3.0, para estabelecer novos níveis de excelência para a integração da perspectiva de gênero em todo o sistema das Nações Unidas, e destinou 75% das despesas a iniciativas voltadas para a igualdade de gênero.
Nesse período, 155 milhões de mulheres passaram a ter acesso a serviços financeiros e outros 182 milhões a serviços públicos básicos.
As reformas institucionais alcançaram 117 órgãos públicos e capacitaram 330 mil servidores civis, fortalecendo políticas locais e a prestação de serviços.
Estratégia para o futuro
O novo plano de ação, elaborado com a participação de 3,5 mil pessoas e 152 escritórios nacionais, projeta as ações do Pnud para os próximos quatro anos.
A proposta trata a igualdade de gênero como motor do desenvolvimento, integrada às estruturas econômicas, políticas e ambientais. O foco está em áreas como política fiscal, processos eleitorais, ação climática, biodiversidade e pacificação.
Desafios digitais
Uma das novidades é a atenção aos riscos da era digital. O avanço da inteligência artificial e a violência online ampliam desigualdades de gênero já existentes no mercado de trabalho e na sociedade.
Para enfrentar esses impactos, o Pnud aposta na integração de agendas e orçamentos, permitindo que países parceiros promovam uma transição justa.
A cooperação com instituições como a ONU Mulheres será central para fortalecer um sistema internacional mais eficaz.
Transformação interna
Além das ações externas, o Pnud se compromete com uma reforma interna.
Entre os objetivos estão a atuação integrada entre portfólios e equipes, a consolidação de uma cultura organizacional baseada em respeito, inclusão e dignidade, e a diversificação do modelo de financiamento.
Marcos Neto reforçou a mensagem de que a igualdade de gênero não deve ser vista como pauta paralela, mas como condição essencial para tornar o desenvolvimento global mais eficaz, sustentável e pronto para os desafios.
Fonte Rádio ONU