Mensagem do secretário-geral da ONU para o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas
Hoje prestamos homenagem às vítimas de um crime absolutamente estarrecedor: Milhões de pessoas arrancadas de suas famílias e comunidades na África.
Traficadas através do Atlântico. E, caso sobrevivessem à travessia, escravizadas nas Américas.

Milhões de pessoas nasceram já na escravidão, brutalmente exploradas pelo seu trabalho e privadas da sua humanidade básica.
Honramos a sua resiliência silenciosa e os seus corajosos atos de resistência.
Esta ordem global prevaleceu durante mais de 400 anos e continua a assombrar o nosso mundo ainda hoje.
Nos sistemas e nas instituições moldados e enriquecidos pela escravidão como propriedade.
Nas desigualdades sociais e econômicas enraizadas em injustiças passadas.
E nos preconceitos que permeiam a nossa cultura e têm impacto sobre todas as pessoas.
Neste Dia Internacional Em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Pessoas Escravizadas, somos chamados a enfrentar estes legados.
Rejeitando as falsas narrativas da diferença racial e da terrível mentira da supremacia branca.
Desmantelando o racismo online, nos média, nas escolas, no trabalho, na política e dentro de nós próprios.
E trabalhando pela verdade, pela justiça e pela reparação.
Acolho com satisfação os primeiros passos dados por alguns governos para enfrentar as consequências da escravidão.
Mas são necessárias ações muito mais arrojadas por parte de muitos mais Estados‑membros.
Incluindo compromissos para respeitar a soberania dos países africanos sobre os seus próprios recursos.
E medidas para garantir a sua participação e influência em igualdade de condições na arquitetura financeira mundial e no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Juntos, vamos comprometermo-nos com um mundo onde todas as pessoas possam viver e prosperar com dignidade.
Fonte ONU
Para saber mais:
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