A iluminação artificial de ambientes fechados ou equipamentos como televisões e celulares prejudica o ciclo circadiano interno do corpo, que regula os ritmos biológicos de 24 horas. Para tentar minimizar os efeitos negativos sobre os diversos processos fisiológicos e psicológicos regulados pela luz, surgiu a iluminação integrativa. Os modelos que ela utiliza para avaliar os efeitos não visuais da luz sobre o sistema circadiano estão no folheto Iluminação integrativa: métricas fotópicas.
O material traz a definição de luz, conceitos que caracterizam as lâmpadas, como distribuição espectral e temperatura de cor correlata, e explica os modelos métricos para quantificar o efeito potencial da luz. “As métricas de iluminação integrativa são baseadas na iluminância vertical (Ev), expressa em lux, que é a medida da quantidade de luz que incide sobre uma superfície hipotética em um plano vertical e que chega até os olhos”, explicam as autoras.
Este é segundo folheto elaborado por Marcela Gerardo Ribeiro, Elisa Kayo Shibuya, Elizabeti Yuriko Muto, Érica Lui Reinhardt e Glaucia Nascimento de Souza, especialistas da Fundacentro.
Iluminação integrativa
A variação da luz natural ao longo do dia-noite é percebida por determinadas células dos nossos olhos, sincronizando os ritmos biológicos de 24 horas do corpo (sistema circadiano) com o ciclo solar. No entanto, a luz artificial desregula esse sistema porque interfere na percepção natural, em especial à noite. Com isso, o corpo altera o estado de alerta, o humor, os padrões de sono e a produtividade.
Para minimizar o impacto negativo da luz artificial, pesquisas realizadas nas últimas décadas estimularam a surgimento de dispositivos de iluminação que tentam imitar as variações naturais da luz natural. Buscam variações de cores, níveis de iluminância, intensidade, distribuição espectral e temperatura de cor correlata, similar ao que ocorre do nascer ao pôr do sol. Essa é a iluminação integrativa, que integra os efeitos visuais aos não visuais para oferecer benefícios fisiológicos e psicológicos aos seres humanos.
No primeiro folheto sobre Iluminação Integrativa, as autoras observam que projetos de iluminação artificial deveriam considerar efeitos visuais e não visuais da luz e não apenas focar na visão, como ocorre hoje. “Mas existem ainda muitas dificuldades para implementar esse conhecimento, como por exemplo, a definição da métrica para quantificação da iluminância melanópica”, complementam.
Saiba mais
Os folhetos técnicos sobre Iluminação Integrativa são direcionados a profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Eles abordam os principais conceitos e metodologias de avaliação de iluminação integrativa disponíveis até o momento e têm por objetivo chamar atenção para os efeitos fisiológicos causados pela iluminação em ambientes ocupacionais.
Estão disponíveis para download gratuito no site da biblioteca da instituição. Acesse:
Iluminação integrativa: noções básicas
Iluminação integrativa: métricas fotópicas
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Fonte Fundacentro – Texto: Karina Penariol Sanches