Pelo menos 30 migrantes são considerados mortos ou desaparecidos após um naufrágio na costa da Grécia, sob condições climáticas severas no sábado. A Organização Internacional para Migrações, OIM, afirmou que 20 pessoas foram resgatadas, incluindo quatro menores de idade.
A embarcação partiu de Tobruk, na Líbia, em 19 de fevereiro e afundou cerca de 20 milhas náuticas ao sul da ilha grega de Creta. Até esta segunda-feira, as autoridades haviam recuperado os corpos de três homens e uma mulher.
Cooperação para salvar vidas
Desde o início de 2026, pelo menos 606 migrantes já foram reportados como mortos ou desaparecidos ao longo da rota do Mediterrâneo, segundo o Projeto de Migrantes Desaparecidos da OIM.
Este é o início de ano mais mortal no Mediterrâneo desde que os dados começaram a ser registrados em 2014.
A agência lamenta a perda de vidas em mais um incidente e pede o aumento dos esforços de busca e salvamento no Mediterrâneo Central. A OIM defende uma cooperação regional mais forte, para salvar vidas e garantir desembarques seguros.
Redes de tráfico operam no Mediterrâneo
A organização especializada em migrações alerta que as redes de tráfico e contrabando continuam explorando migrantes ao longo da rota do Mediterrâneo Central.
Os criminosos lucram com travessias perigosas em barcos inaptos para navegar, enquanto expõem as pessoas a graves riscos de abuso e proteção.
De acordo com a OIM, cooperação internacional mais forte e respostas centradas na proteção são fundamentais para combater essas redes criminosas e expandir caminhos seguros e regulares para reduzir riscos.
Fonte Rádio – ONU