Justiça concede liberdade provisória a técnico de radiologia

Profissional é suspeito de filmar pacientes trocando de roupa em exames.
Processo está em fase final e peruano aguardará julgamento em liberdade.

A Justiça de Sorocaba (SP) determinou a liberdade provisória do técnico em radiologia Manuel Ávila, suspeito degravar imagens de mulheres trocando de roupa antes de realizar exames médicos nas clínicas e hospitais onde trabalhava. Segundo as investigações, o homem de origem peruana fazia as filmagens há quase 20 anos e trabalhou em hospitais de Sorocaba (SP).

Em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (27), a advogada de defesa, Rose Maronato, informou que Manuel teve a liberdade concedida após uma audiência no dia 17 de outubro, no Fórum de Sorocaba. “O processo ainda não foi julgado, mas como está em fase final, a Justiça concedeu que ele aguarde o julgamento em liberdade”, afirma. Manuel ficou dois meses preso na cadeia de Pilar do Sul (SP). Segundo Rose, ainda não há previsão da audiência.

De acordo com informações da delegada responsável pelo caso, Ana Luíza Salomoni, o peruano foi indiciado por cinco crimes: ameaça, desobediência, perturbação da tranquilidade, atentado violento ao pudor com violência presumida, além de produzir, reproduzir e armazenar imagens de pornografia infantil. A Justiça decretou prisão preventivano dia 14 de agosto. O inquérito foi encerrado após o depoimento das vítimas.

O técnico em radiologia foi preso em agosto após a ex-mulher encontrar na antiga casa do casal uma passagem secreta que dava para um porão, onde estava um acervo de gravações de mulheres e crianças trocando de roupa antes e depois de exames. Várias fotos e vídeos de pornografia infantil também foram encontrados no local. De acordo com a polícia, há quase 20 anos ele fazia as gravações.

Entenda o caso
As investigações começaram após uma denúncia de violência doméstica, feita pela ex-companheira de Manuel, com quem ele foi casado por 20 anos. Segundo a delegada Ana Luíza, a ex-mulher do suspeito tem problemas de locomoção e também não pode engravidar.

Ainda segundo a delegada, devido à deficiência física, a mulher nunca desconfiou que ele tinha aquele acervo em casa. Por não aguentar mais as provocações do marido, a ex-mulher pediu o divórcio. Manuel saiu da casa, mas deixou todas as filmagens no local, em seu esconderijo. No entanto, ele ainda tinha a chave e voltava sempre para o imóvel, o que deixava a mulher desconfortável.

Desconfiada do “entra e sai” do ex-marido, a mulher pediu ajuda às irmãs para vasculhar a casa e acabou encontrando uma passagem secreta no banheiro para o porão, onde estava todo o acervo de filmagens. A princípio, ela acreditou que nas mídias iriam conter gravações das traições do marido, mas quando assistiu aos vídeos, se deu conta de que eram imagens de suas pacientes se trocando para fazer exames. “Ela viu as fitas e se assustou com o que encontrou. Em seguida, ela levou todo o material na DDM. Nas imagens, podemos constatar que ele é tão sórdido que editava os intervalos da troca de roupa e só deixava o momento que elas tiravam a roupa para colocar a roupa cirurgica e depois elas se trocando”.

O tecnólogo em radiologia também escondia parte desse material na casa da mãe e da atual companheira. Para a polícia, não há dúvidas de que ele é o responsável criminal pelas imagens. “Não é possível ele negar ter gravado as mídias. Ele aparece em todas”, afirma Ana Luiza.

Fonte: http://g1.globo.com/

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