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Romero Britto: De Jardineiro e lavador de carros para o reconhecimento mundaial de sua arte!

Chegou a vez do artista Romero Britto invadir com sua pop art colorida a oficina do Artinclusão no AR7, abrigo da Fasc, que tutela crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e vítimas de abusos.

Imagens em:
https://www.artinclusao.com.br/post/romero-britto-de-jardineiro-e-lavador-de-carros-para-o-reconhecimento-mundaial-de-sua-arte

 

Logo que souberam da vida deste artista, se entusiasmaram para seguir seus passos, primeiro fazendo seus croquis em folha A3 e depois passando-os para tinta acrílica sobre telas de 30×40 e uma de 60×90. Já nestas duas frases iniciais temos referenciais importantes do Artinclusão: 1º) apresentar uma biografia positiva estimula os neurônios espelhos a registrarem como a possibilidade de exemplo para ser seguido: 2º) fazer o esboço antes e depois projetá-lo na tela, trabalha-se a espacialidade, o lado racional de cérebro: 3º) ao usar a tinta e as diversas cores entramos nos meandros cerebrais das emoções simbolizadas por elas. Isto é, voltamos a aquecer no cérebro as áreas que ficaram estatizadas, “congeladas”, amigdala e neocortex, quando do trauma físico e/ou emocional sofrido.

Romero Britto nasceu em 1963, em Recife, Pernambuco, em uma família de poucas condições financeiras. Aos seis anos já pintava no que encontrava pela frente: sucata papelões, jornais. “Na condição de criança pobre no Brasil, tive o contato com o lado mais sombrio da humanidade. Como resultado passei a pintar para trazer luz e cor para minha vida.” Estudando em escola pública, depois com bolsa para escola preparatória, com muito esforço, estudo e determinação, ora como vendedor de lanchonete, ora com jardineiro ou lavador de carro, foi sendo reconhecido como pintor, decidindo abandonar o Curso de Direito e se dedicar integralmente a sua arte, atingindo assim o reconhecimento mundial. Entusiasmados por alguém que transformou em cor e luz seu sofrimento, os doze integrantes da oficina deste dia, entre três e dezessete anos, mesmo no reduzido espaço improvisado de atelier, que na realidade é a sala da casa dos meninos, ocupando o chão e a única mesa, ambos forrados com papel pardo. se “jogaram” na atividade de recriação da obra do referido artista.

E se saíram muito bem, conforme fica evidente pela produção registrada nas fotos, onde também fica evidente o toque pessoal, o estilo próprio, que conseguiram imprimir nas obras, já que numa releitura, tem que aparecer as duas autorias.

Artinclusão no AR7 acontece através da premiação do Fumproarte/Prefeitura Municipal.

 

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