Aula VIII – Tarsila do Amaral e a importância da amizade

Por Aloizio Pedersen, artista plástico idealizador do projeto Artinclusão

 

Na oitava oficina do Artinclusão no AR7/Fasc, com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, neste abrigo emergencial e de passagem, foi a vez da grande artista brasileira, Tarsila do Amaral, nascida em Capivari/São Paulo, em 1886, numa família culta e rica, o que não lhe impediu de ser uma pessoa simples, muito preocupada em ajudar os outros.

Por onde passava Tarsila angariava muitos amigos e os auxilava. Recebeu muitos artistas brasileiros em seu apartamento, em Paris, para estudarem com os mestres europeus. Foi uma das importantes organizadoras da Semana de 22, apoiando a todos os envolvidos, sem expor sua obra. Perdeu toda a sua fortuna, mas aí já tinha muitos amigos para lhe auxiliar. O altos e baixos da vida econômica não lhe impediram de ser reconhecida como uma das grandes artistas nacionais, com admiradores internacionais, pela sua arte e pela pessoa prestativa que sempre foi.

Entre as obras que chamaram a atenção das crianças e adolescentes, para releituras, se destacam seu autorretrato, também porque levei minha releitura a respeito desta obra, a “Cuca”, “A Lua”, vendida, em fevereiro deste ano, por 75 milhões para o Museu Moma/NY, entre outras.

Aliar o fazer artístico às releituras e junto com essas, apresentar a vida dos artistas é apostar em uma das principais qualidades do sistema nervoso central, que é a neuroplasticidade, oferecendo às crianças e aos adolescentes outros exemplos de vidas e de como resolveram seus problemas para conquistarem uma situação melhor.  Isto é transformar o espaço da oficina em espaço arteterapêutico.


Artinclusão no AR7/Fasc tem o financiamento do Edital Porto Alegre Amanhã, do Fumproarte/Prefeitura Municipal.

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