Poema: “Poesia radical”

Coluna Poiesis – Encontros da Literatura e do Direito

cabeçalho

Poesia

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Nua,

selvagem, pura

como galopes de um cavalo.

O que é o ser humano afinal?

Animal político. Abelha e lobo.

Mas e o logos, o diálogo?

O assombro dos assombros,

cheio de ódio e asco.

A martelar a cabeça e

 certezas desmantelar

olhando a beira do penhasco.

..arriscar

florescer..

já que nos sonhos

não se pode morrer!

O martelo de Nietzsche

ensina a verdade não mais procurar

subir a mais alta montanha

tirar o anão das costas,

gritarrrrrrrrrrrrr,

saltar e voar…

virar

Cinza

E depois

D

I

A

M

A

N

T

e

.

.

..

Poetizar

Santificar o riso e dançar

Mas e se no final

VER QUE É O INÍCIO

ETERNO RETORNO DO IGUAL

E quem te pegar pela mão foi

justamente

o Diabo?

 

*Paola Cantarini é advogada, professora universitária, artista plástica e poeta. Possui pós graduação em direito empresarial, direitos humanos, direito constitucional, mestre e doutora (Filosofia do direito) pela PUC-SP com doutorado sanduíche na Uminho (Braga, Portugal), doutora pela Unisalento (Lecce, Itália). Visiting Researcher na Universidade Scuola Normale de Pisa, com tutoria do professor Roberto Esposito. Pós doutorado na Univ. De Coimbra -CES, Tutor Boaventura de Sousa Santos. Pós doutorado na Unicamp, tutor Oswaldo Giacoia. Possui diversos artigos jurídicos e filosoficos e cinco livros publicados com destaque para “Teoria Poética do Direito” com coautoria de Willis S. Guerra Filho e Teoria Erótica do direito.

 

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