Ernest Hemingway: o suicídio põe fim a uma lenda

Coluna Assédio Moral no Trabalho

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Em 02 de julho de 1961, Ernest Miller Hemingway matou-se com um tiro na cabeça. Há exatos 57 anos atrás, o suicídio marcava o final de uma das maiores personalidades de sua época.

Foto: Wikimedia Commons

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Nascido em 21 de julho de 1899 em Oak Park, no estado de Chicago, Estados Unidos, foi o mais famoso escritor de seu tempo, e, seguramente, um dos principais autores da literatura mundial.
Iniciou sua carreira em um escritório de jornal em Kansas City, aos dezessete anos. Depois que os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, ele se juntou a uma unidade de ambulância voluntária do exército italiano. Servindo na frente, foi ferido e condecorado pelo governo italiano e passou uma jornada considerável nos hospitais. Após seu retorno aos Estados Unidos, tornou-se repórter de jornais canadenses e americanos e logo, enviado de volta à Europa para cobrir eventos como a Revolução Grega.
Durante os anos vinte, Hemingway tornou-se membro do grupo de americanos expatriados em Paris, que ele descreveu em seu primeiro trabalho importante, “O Sol Também Se Levanta” (1926).
Igualmente bem sucedido foi “Adeus às Armas” (1929), o estudo da desilusão de um oficial de ambulância americano na guerra e seu papel como desertor.

Foto: Pixabay

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Hemingway usou suas experiências como repórter durante a guerra civil na Espanha como pano de fundo para seu romance mais ambicioso, “Por Quem Os Sinos Dobram” (1940).
Entre seus trabalhos posteriores, o mais destacado é o pequeno romance “O Velho e o Mar” (1952), a história de uma antiga jornada de pescadores, sua longa e solitária luta com um peixe e o mar e sua vitória na derrota.
No ano de 1953, ganha o Prêmio Pulitzer de Ficção e, em 1954, foi laureado com o prêmio Nobel de Literatura. Com efeito, seu peculiar estilo despojado e jornalístico compõe impressionante acervo de livros.
Sua biografia têm como cenários as touradas na Espanha, caçadas submarinas em Cuba e safáris na África.
Hemingway, famoso pela vida aventureira e romances turbulentos, gostava de retratar soldados, caçadores, toureiros, pessoas duras, às vezes primitivas, cuja coragem e honestidade se contrapõem às formas brutais da sociedade moderna e que, nesse confronto, perdem a esperança e a fé.
E, afinal, o que motiva um gênio de carreira brilhante a buscar no suicídio a trágica solução para sua existência?
A resposta centra-se em outro gigante de nosso tempo: a depressão.
Sabe-se que, a depressão pode levar ao suicídio.
Conforme a OMS, o número de pessoas que vivem com depressão, está crescendo: 18% entre 2005 e 2015.
Estima-se que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de quaisquer idades sofram com a doença em todo o planeta. E, quase 800 mil pessoas morrem todos os anos em virtude de suicídios.
A OMS alerta ainda que, a depressão constitui-se como principal causa de incapacidade laboral no mundo.
De fato, deprimido, Hemingway já não conseguia escrever. Com debilitada saúde, enfrentando problemas de ordem física e psicológica, em 02 de julho de 1961, no interior de sua casa em Idaho, com a espingarda de caça calibre 12 colocada na boca, aperta o gatilho e cala uma mente literária colossal.
Ainda que tenha dito: “É uma estupidez não ter esperança”, a depressão venceu o herói. (1)

Referências:

Disponível em: https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1954/hemingway-bio.html. Acesso em: 02 jul. 2018.

Ivanira
Ivanira Pancheri é Articulista do Estado de Direito, Pós-Doutoranda em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (2015). Graduada em Direito pela Universidade de São Paulo (1993). Mestrado em Direito Processual Penal pela Universidade de São Paulo (2000). Pós-Graduação lato sensu em Direito Ambiental pela Faculdades Metropolitanas Unidas (2009). Doutorado em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (2013). Atualmente é advogada – Procuradoria Geral do Estado de São Paulo. Esteve à frente do Sindicato dos Procuradores do Estado, das Autarquias, das Fundações e das Universidades Públicas do Estado de São Paulo. Participa em bancas examinadoras da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo como Professora Convidada. Autora de artigos e publicações em revistas especializadas na área do Direito. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Penal, Processual Penal, Ambiental e Biodireito.

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