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Casal vai a júri por morte de pedreiro

Duas pessoas serão julgadas nesta quarta-feira, 24 de setembro, acusadas de terem matado um homem para tentar dar um golpe em companhias de seguro. O crime aconteceu em fevereiro de 1998. A tentativa de golpe foi descoberta pela polícia pouco depois de o carro de M.G.S.F. ter sido encontrado totalmente queimado e com um corpo carbonizado dentro, em uma área de reflorestamento que dá acesso ao município de Rio Piracicaba.

M. informou à polícia que o condutor do automóvel era seu marido, W.V.F., que tinha ido de Belo Horizonte a João Monlevade para trocar alguns cheques. Os investigadores estranharam o pouco interesse de M. na apuração das circunstâncias da morte e, após algumas diligências, descobriram que a família atravessava uma situação financeira difícil. As investigações revelaram que W., em agosto e em setembro de 1997, havia contratado seguros de vida nos valores de R$ 120 mil e de R$ 280 mil. As apólices tinham como beneficiárias M. e uma filha do casal.

As apurações também mostraram que um dia antes de o carro ser encontrado totalmente destruído, W. havia combinado uma viagem com o pedreiro S.V.S. para a realização de alguns serviços em um sítio em Ravena. Após essa viagem, o pedreiro nunca mais foi encontrado.

Seguro

Segundo a denúncia do Ministério Público, S. tinha semelhanças físicas com W. e, por isso, foi escolhido como vítima do crime. Em João Monlevade, após possivelmente golpear a vítima e deixá-la desacordada, W. levou o automóvel para um local ermo e ateou fogo.
M. chegou a reconhecer o corpo carbonizado como sendo o do marido e iniciou os procedimentos exigidos para o recebimento do seguro. Um exame de DNA feito nos ossos, contudo, confirmou que o corpo não era de W., mas do pedreiro S.V.S. As investigações também provaram que, mesmo após a morte simulada, W. manteve contato com a família e movimentou sua conta bancária.

Em dezembro de 2004, W. e M. foram pronunciados (quando o juiz reconhece que há indícios da autoria do crime e determina que os réus sejam levados a júri popular). Eles foram acusados pelo crime de homicídio por motivo torpe e com emprego de fogo.
A sessão de julgamento será realizada a partir das 8h30, no Fórum Milton Campos (rua São Mateus, 50, João Monlevade). O júri será conduzido pelo juiz José Paulino de Freitas Neto, da Vara Criminal.

Fonte: TJMG

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